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04
Abr/13

Operrios paralisam as obras do Minha Casa, Minha Vida, em Lus Eduardo Magalhes


Os operários cruzaram os braços. Eles querem salários em dia e mais segurança no trabalho

Operários das obras das casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Luís Eduardo Magalhães estão de braços cruzados.

De acordo com informações do líder da paralisação, José Gilberto, eles estão trabalhando de forma sub-humana.

A empresa responsável pela obra, Atrium Construções e Empreendimentos, além de salários atrasados, não oferece a mínima segurança no trabalho. "EPI (Equipamento de proteção individual) não existe aqui, são disponibilizados para nós uniformes velhos, rasgados, e como disse, segurança zero", revelou José Gilberto.

Os operários acusam a empresa de reter carteiras de trabalho dos funcionários impossibilitando assim, que que são de outras cidades, não saiam e nem deixem as obras. Quem insiste em não trabalhar, consegui deixar o canteiro de obras, mas não levam a carteira.


O canteiro de obras

"Tenho mais de cinco meses desempregado, pois devido os salários atrasados e a falta de segurança decidi sair da empresa, mas desde então minha carteira está retida na empresa. Não recebi meus direitos e eles me enrolam dizendo sempre a mesma historia: Volte amanhã. Só não estou passando fome e morando na rua, porque minha esposa esta me sustentando",  declarou um ex-vigia do local.

A maioria dos operários são de outras cidades, muitos da região de Irecê. Mas todos partilham da ideia de paralisar as obras enquanto não forem pagos todos os salários e horas extras que estão atrasados.

Alguns vieram na esperança de contar com um trabalho seguro, mas alguns já trabalham há meses sem que a carteira seja registrada. alguns operários dizem que as carteiras foram levadas para o escritório da empresa em Feira de Santana e voltaram sem assinar e ainda continuam retidas no escritório aqui em Luís Eduardo.


José Gilberto, lutando pelos direitos dos colegas

"Tenho quarenta e sete dias sem receber salario, se você for em minha casa agora, só tem água na geladeira, o aluguel esta atrasado, não sei o que fazer", acrescentou um outro operário.

Uma pauta de reivindicações foi entregue a Gerente da Obra nela as exigências como:

* Pagamento de salários atrasados
* Pagamentos de hora extra (atrasados)
* Vale transporte
* Pagamento de rescisão contratual
* Devolução das carteiras que estão retidas
* Segurança
* Alojamento com o minimo de conforto
* Dialogo

Entre muitas outras.

A equipe da Radio Cultura e o Blog do Sigi Vilares, tiveram que fazer esta matéria fora do canteiro de obras, pois foram convidados se retirarem do local.

Fonte:Reprter Nei Vilares - Reprter/Rdio Cultura/Blog do Sigi Vilares
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